No Brasil, a expectativa de vida para as mulheres é de 75 anos e a população acima de 70 anos, atualmente, ultrapassa os 4,5 milhões de mulheres com previsão de crescimento para os próximos anos. Ao contrário do que se imaginava, a evolução clínica do câncer de mama parece ser semelhante em mulheres idosas quando comparadas às mais jovens.
Estudos prospectivos randomizados com nível I de evidência envolvendo pacientes com mais de 70 anos portadoras de câncer de mama são escassos.
O diagnóstico precoce, por meio da mamografia, proporciona tratamentos menos agressivos. Portanto, a mamografia não deve ser negligenciada em idosas. O tratamento cirúrgico é de baixa morbidade e mortalidade mesmo em idosas. Por outro lado, comorbidades, estado geral comprometido e limitada expectativa de vida são fatores que limitam o tratamento sistêmico e radioterápico nessas mulheres.
Diante disso, as idosas estão mais sujeitas ao subtratamento com prejuízo para a sobrevida global e sobrevida livre de doença. Sempre que possível, a abordagem do câncer de mama nas mulheres acima de 70 de idade deve respeitar os protocolos previamente estabelecidos para as mais jovens.
Comorbidades, performance status e expectativa de vida devem ser consideradas para a definição do tratamento individualizado.
Fonte: http://rmmg.org/artigo/detalhes/17
Dra. Regina Clara Gambaro de Abreu
Geriatra